De acordo com o engenheiro Valderci Malagosini, o mercado de fabricantes de artefatos de cimento no Brasil vive um momento de pressão e transformação. Custos elevados, concorrência intensa e exigências técnicas cada vez mais rigorosas convivem com oportunidades ligadas à profissionalização do setor, à busca por produtividade e à valorização de fornecedores confiáveis.
Ao longo deste artigo, serão analisados os principais desafios enfrentados pelos fabricantes, as oportunidades reais de crescimento, o papel da gestão, da tecnologia e do posicionamento estratégico, além dos caminhos mais consistentes para quem deseja crescer de forma estruturada e sustentável no cenário atual da construção civil.
Quais são hoje os maiores desafios dos fabricantes de artefatos de cimento no Brasil?
O primeiro grande desafio está ligado à instabilidade dos custos de produção. Insumos como cimento, agregados, energia elétrica e transporte impactam diretamente a margem, tornando o planejamento financeiro mais complexo. Muitos fabricantes ainda operam com preços baseados no mercado, sem pleno domínio do custo real por produto.
Outro ponto sensível é a concorrência baseada exclusivamente em preço. A presença de fabricantes com baixo controle técnico e pouca padronização pressiona o mercado e cria distorções competitivas. Esse cenário dificulta a valorização da qualidade e torna o ambiente mais arriscado para empresas que investem em processos corretos e conformidade normativa.
Como as exigências técnicas e normativas influenciam a competitividade?
Segundo o engenheiro Valderci Malagosini, as normas técnicas deixaram de ser apenas um requisito formal e passaram a atuar como filtro de mercado. Fabricantes que não atendem aos padrões enfrentam restrições para fornecer a obras públicas, grandes construtoras e projetos de maior escala.
Por outro lado, a conformidade técnica gera vantagem competitiva clara. Produtos normatizados reduzem riscos, aumentam a confiança dos clientes e facilitam negociações de longo prazo. Tratar normas como parte da estratégia, e não como custo, é um diferencial relevante para fabricantes que buscam crescimento sustentável.
Quais oportunidades reais o mercado brasileiro oferece atualmente?
Mesmo diante dos desafios, o mercado brasileiro segue oferecendo oportunidades relevantes para fabricantes que atuam com estratégia e visão de longo prazo, assim como aponta o engenheiro Valderci Malagosini. A demanda por soluções industrializadas e padronizadas cresce, impulsionada pela necessidade de produtividade, prazos mais curtos e redução de desperdícios nas obras.
Antes de detalhar essas oportunidades, é importante destacar que elas favorecem empresas preparadas, com processos organizados e posicionamento claro no mercado.
- Crescimento de obras de infraestrutura, saneamento e urbanização;
- Maior valorização de produtos normatizados e com desempenho técnico comprovado;
- Expansão do uso de sistemas pré-fabricados na construção;
- Busca por fornecedores confiáveis e com capacidade de entrega;
- Demanda por soluções duráveis e de menor manutenção.

Como a tecnologia pode apoiar a eficiência e o crescimento do fabricante?
A tecnologia deixou de ser opcional e passou a ser um fator estratégico, como ressalta o engenheiro Valderci Malagosini. Automação produtiva, controle de qualidade e padronização de processos permitem reduzir falhas, aumentar produtividade e garantir consistência nos produtos.
Além da fábrica, sistemas de gestão integrados ampliam o controle financeiro, comercial e operacional. Com dados confiáveis, o fabricante toma decisões mais assertivas, melhora o planejamento e fortalece sua posição competitiva, deixando de disputar mercado apenas pelo menor preço.
Qual é a importância do posicionamento estratégico para se diferenciar?
Nem todo fabricante precisa competir em volume. O posicionamento estratégico define onde a empresa quer atuar, para quem vender e qual valor entregar. Há espaço para estratégias focadas em nichos, mercados regionais ou produtos com maior valor agregado.
Na visão do engenheiro Valderci Malagosini, a clareza estratégica evita dispersão de esforços e permite alinhar produção, vendas e investimentos. Fabricantes que conhecem seus diferenciais constroem marcas mais fortes, relações comerciais duradouras e maior estabilidade mesmo em cenários econômicos adversos.
Por que pensar no longo prazo é decisivo para o futuro do setor?
Em conclusão, o setor de artefatos de cimento é sensível a ciclos econômicos, mas empresas bem estruturadas atravessam períodos de instabilidade com mais resiliência. Planejamento, controle financeiro e investimento contínuo em qualidade reduzem riscos e fortalecem o negócio.
Crescer com estratégia significa sair da lógica reativa e construir um modelo de operação mais profissional, preparado para um mercado cada vez mais exigente. Esse é o caminho para transformar desafios em oportunidades reais de crescimento no Brasil.
Autor: Maria Cunha
